Education in virtual/real worlds

my second life and the first one

Qual o interesse de construir um caldeirão de bruxas?

Esta questão foi-me colocada por vários colegas da real life (RL) que passam os olhos por este blogue e também por vária(o)s amiga(o)s em SL.

Para uns e para outros, a resposta é comum, apesar de quem tiver experiência “in-world” poder estar em condições de compreender melhor. Vou tentar explicar a “coisa” direitinho.

1ª resposta – objectivamente, ensinar a construir um caldeirão de bruxas não tem interesse nenhum! Tal qual em RL, descascar e cortar habilmente uma abóbora e colocá-la, com uma vela no interior, num sítio do exterior da casa, visível a todos, também não terá interesse nenhum! (aqui no sítio onde moro, eram inúmeras! Fantástico! Acho mesmo que só aqui! 😉 )

reflexões sobre a 1ª resposta – as pessoas gostam de viver os momentos e as épocas festivas em curso. Isso passa-se na RL e na SL. Logo, construir um caldeirão de bruxas… foi uma aula que se enquadrava na quadra (a redundância foi propositada). Em termos didácticos podemos ver aqui uma aproximação ao que se chama uma perspectiva CTSA do ensino e da aprendizagem (CTSA = Ciência/Tecnologia/Sociedade/Ambiente). Esta perspectiva visa um ensino virado para a utilidade prática dos assuntos a ensinar, partindo das realidades das sociedades e para dar solução aos problemas dessas mesmas realidades.

2ª resposta – construir um caldeirão de bruxas, ou qualquer outro objecto em SL (o tipo de objecto agora não interessa), é uma oportunidade para as pessoas desenvolverem competências de criatividade, de aplicações das potencialidades disponíveis “in-world” e de criarem algo seu.

reflexões sobre 2ª resposta – as pessoas para viverem plenamente as suas vidas, quer em SL, quer em RL, precisam de ter um mínimo de autonomia, para não dizer, que deveriam todas conseguir ser plenamente autónomas! Neste tipo de aulas, independentemente do objecto a criar, as pessoas aprendem a trabalhar com as ferramentas que lhes permitem vir a conquistar essa autonomia em SL! (isto é, em vez de comprar, construo!)

3ª resposta – a partir do momento em que as pessoas sabem construir um objecto, neste caso um caldeirão das bruxas (sem interesse, mas enquadrado na época, mais as competências que desenvolveram), passaram a ter algo seu que podem colocar à venda com toda a legitimidade!

reflexões sobre a 3ª resposta – a autonomia de que falava antes, agora, adquire uma nova dimensão. Este tipo de aulas permite que as pessoas possam passar a ter algo para vender e, por conseguinte, algo que contribua para as suas finanças! Do ponto de vista ético, não há nenhum problema porque o objecto foi construído pela pessoa. Os beneméritos aqui são os formadores, ao disponibilizar materiais e ao ensinarem os procedimentos para a construção do objecto.

Em conclusão…. aulas como “Construção dum caldeirão de bruxas” ou outra qualquer construção só aporta vantagens! 🙂

Continuem a aparecer!

(sirpunk e jao, foram o máximo! Os vossos caldeirões ficaram lindíssimos!)

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November 6, 2007 - Posted by | Second Life®, SL®Classes

2 Comments »

  1. 1. Eu não posso dizer que este é o melhor blogue dedicado à Educação/Formação/SL em Portugal porque não conheço mais nenhum que seja dedicado em exclusivo a estas três áreas.

    No entanto, de um modo simples, sem ‘intelectualidades balofas’, sem pretensões, este post mostra a qualidade da pessoa responsável pelo blogue. Para que raio serve ir a uma aula em SL sobre construcção de um caldeirão? Para que m**** serve ir a uma aula em SL sobre a construcção de uma bandeira flutuante? Está (quase) tudo explicado no post.
    E não faço a pergunta: para que serve a(o) SL, porque essa pergunta já está respondida em milhares de: artigos, blogues, livros.

    2. Eu gosto de comentar posts em blogues relacionados com SL. E, mesmo que não faça comentários, gosto de os ler. As palavras anteriores vêm a propósito de um post surgido noutro blogue (geta), em que tu (Cleo) fizeste um comentário e no final desse comentário referias a Second.UA. Relacionando os dois pontos anteriores…

    3. (Em tentativa de conclusão): Eu, pessoalmente (deve ser culpa minha), não consigo perceber porque não estás integrada na equipa Second.UA e, muito menos percebo, porquê a UA não permite acesso à SL do seu campus. Mas então só meia-dúzia de pessoas da UA têm acesso à SL na UA?
    Mas se até a recepção aos novos alunos da UA este ano foi ‘transmitida’ para a SL, se a UA associada à Second.UA estão sempre nos meios de comunicação social a propósito de sapos, de justiças, e, então não há possibilidade de entrar em SL no campus, nem tu que estás a desenvolver projectos relacionados?

    Enfim… isto ultrapassa a minha compreensão…

    Será que me podes esclarecer?

    Nota final: Apesar de ter trabalhos em comum com a autora deste blogue, este comentário foi escrito sem o seu conhecimento, e, portanto, apenas expressa a minha opinião e as minhas dúvidas.

    Comment by M2life | November 7, 2007

  2. M2life, desculpa o atraso no meu feedback ao teu comentário! A RL não perdoa e a culpada do atraso é essa RL (mais a minha incapacidade de gerir tudo)!

    Antes de mais, obrigada pelas tuas palavras! 🙂

    Sei que lês tudo o que é blogue relacionado com SL, de portugueses ou não… estás por dentro…
    Nessa medida, penso que o teu comentário relativo ao facto de eu “não estar integrada na equipa da second.ua” se prenderá com a questão dos grupos em que nos incluímos ou somos convidados a pertencer “in-world”.

    Pertencer à equipa da second.ua não posso pertencer porque não faço parte das pessoas que a desenvolveram. Agora… que é uma pena não haver um grupo constituído para todos os docentes e alunos da Universidade de Aveiro interessados na second.ua ou não, mas simplesmente porque são pessoas que têm uma vida em SL e simultaneamente na RL são alunos e docentes com identidade na instituição… sim, isso é pena que a equipa da second.ua ainda não o tenha feito.
    Se calhar ainda não lhes ocorreu!…
    Carlosss, Zes ou Antero… andam por aí? Porque não avançam com esta ideia do grupo?

    A falta de ligação à SL a partir do campus universitário… pois não digo nada! O Carlosss explicou, mais ou menos, a situação no comentário que deixou no geta…. eu, enquanto docente, no dia 3 de Setembro, enviei um mail ao CICUA solicitando a ligação excepcional ao SL para mim e para os meus alunos. A resposta foi/é: pedido “em análise”. (verifiquei isso hoje, dia 12 Nov 07).

    P.S. Não estou a conseguir fazer os links aos posts e comentários referidos atrás por me darem todos “in maintenance”

    Comment by Cleo Bekkers | November 14, 2007


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